Ator passa por caracterização de mais de três horas para viver o diabo em Apocalipse

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Foto: Munir Chatack / Record TV
Foto: Munir Chatack / Record TV

O fim dos tempos está se aproximando na trama de Apocalipse, novela da Record TV. No folhetim bíblico escrito por Vivian de Oliveira e com direção geral de Edson Spinello, o personagem Satanás, vivido pelo ator Guilherme Chelucci, esteve ao lado do poderoso Ricardo Montana (Sergio Marone), o Anticristo, quando ele fingiu ressuscitar, fazendo com que o mundo se curve ao vilão, adorando-o como se fosse um deus.

Para viver o diabo, Chelucci passa por um complexo processo de caracterização que dura cerca de três horas. O ator precisa chegar antes de todo o elenco para iniciar a preparação com a equipe de Vavá Torres, responsável pela maquiagem e caracterização das novelas da emissora.

Um dos desafios que Guilherme Chelucci enfrentou para receber a caracterização especial foi ter que raspar o próprio cabelo. O ator conta que aceitou tirar as madeixas para possibilitar a melhor fixação dos chifres na cabeça e brinca com o fato: “Foi tranquilo, raspei numa boa, só quem não gostou muito foi minha namorada (risos)”.

O responsável pela caracterização da teledramaturgia da emissora, Vavá Torres, conta que é preciso dois profissionais para realizar a caracterização do Satanás, que dura em média três horas. Vavá explica os detalhes técnicos dos efeitos utilizados: “Antes de tudo foi feito uma forma sobre o rosto do ator. Depois é usado uma prótese de borracha, a base de látex, para aumentar o maxilar e o contorno dos olhos. Os chifres são colados com uma cola especial para este tipo de trabalho. Nós chegamos a tentar fazer uma toca de látex para não precisar raspar o cabelo do ator. Mas nas gravações externas, com o sol e calor intenso, começava a soltar, então conversamos com o ator e ele topou raspar o cabelo”

Depois de colocado a prótese, Vavá Torres usa uma pasta acrílica para fazer a junção da pele como a prótese de borracha. Na sequência, é usada uma espécie de pistolinha hidráulica, o hieróglifo, com uma tinta acrílica para pintar de maneira homogênea, fazendo a fusão final da prótese com a pele do rosto.

Guilherme conta que depois de gravar é preciso mais uma hora apenas para remover a caracterização: “Depois de tudo ainda fico aqui mais uma hora só para tirar a cola e a tinta. Para a gravação é bom que não sai com suor, mas depois dá bastante trabalho”

Apesar de trabalhosa, o ator diz que a caracterização não o atrapalha nas atividades básicas, mas conta que depois de colocadas as unhas postiças ele não consegue fazer muita coisa: “Não tenho nenhum incômodo depois de caracterizado, posso comer e falar normalmente. A única dificuldade que tenho é depois que colocam as unhas postiças, depois de colocadas eu não consigo fazer mais nada”.

Para chegar no resultado final da estética do personagem, Vavá Torres explica que o trabalho é feito em conjunto com a direção e autora: “Eles me mandam um perfil do personagem e vou desenvolvendo e apresentando, através de testes, até que chegamos em resultado final aprovado”

Para dar vida ao Satanás em Apocalipse, Chelucci conta que não tem nenhuma superstição, mas revela que não dispensa uma oração antes de entrar em cena: “Não tenho nenhuma superstição, a única coisa é que creio muito em Deus e, por ser um personagem muito forte, muito pesado, eu tenho o hábito de sempre rezar muito quando estou me maquiando, e quando estou entrando em cena peço muita proteção”. Não perca Apocalipse, de segunda a sexta-feira, na tela da Record TV.